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Segunda - 14/05/07 11h10

Segundo AVC mata a cantora de forró Marinês nesta segunda

A cantora Inês Caetano de Oliveira, conhecida como Marinês, que havia sofrido um acidente vascular cerebral no dia 5 de maio, faleceu às 9h45 desta segunda-feira (14). A artista estava internada no Hospital Português, onde se recuperava. Ela sofreu um segundo AVC e não resistiu.

Da Redação do pe360graus.com

A cantora Inês Caetano de Oliveira, conhecida como Marinês, que havia sofrido um acidente vascular cerebral no dia 5 de maio, faleceu às 9h45 desta segunda-feira (14). A artista estava internada no Hospital Português, onde se recuperava. Ela sofreu um segundo AVC e não resistiu.

A morte da artista foi inesperada. Nos últimos dias, Marinês vinha fazendo fisioterapia e apresentava melhora discreta da condição de saúde. O AVC havia afetado o lado esquerdo da artista, provocando paralisia e dificuldade ao falar. O tratamento vinha sendo feito também com medicamentos.

A artista vinha respondendo bem ao tratamento. No domingo, recebeu visita de vários familiares e amigos, inclusive o cantor Genival Lacerda. Às 3h da madrugada desta segunda (14), contudo, ela sofreu um novo AVC, desta vez hemorrágico, e entrou em coma profundo.

O corpo está sendo transferido para Campina Grande (PB). O velório será realizado no teatro municipal da cidade. O sepultamento será nesta terça (15), no Cemitério da Paz, na cidade paraibana.

BIOGRAFIA
Natural de São Vicente Férrer, Inês Caetano de Oliveira se consagrou como rainha do xaxado com o grupo Marinês e Sua Gente. Radicada na Paraíba, a música sempre fez parte da vida da família, uma vez que o pai dela era seresteiro e a mãe, cantora de igreja.

Quando participou de um programa de calouros numa rádio, acrescentou o Maria ao nome, para que seus pais não percebessem. O locutor, ao anunciá-la, chamou Marinês, nome que ela acabou adotando.

Nos anos 1950, junto com o marido, o sanfoneiro Abdias, e o zabumbeiro Cacau, formou a Patrulha de Choque do Rei do Baião, tocando nas cidades onde Luiz Gonzaga iria se apresentar, funcionando como uma espécie de palhinha dos shows do Rei do Baião.

Em 1956, gravou o primeiro disco, já como Marinês e sua Gente. No ano seguinte, acompanhou Luiz Gonzaga no Rio de Janeiro, se apresentando em programas de rádio. "Pisa na fulô" e "Peba na pimenta" foram alguns dos sucessos lançados pela cantora, que teve intensa produção até a separação de Abdias, na década de 1980. Sua discografia contabiliza cerca de 30 discos.